Não há dúvidas que todo universitário freqüenta, além das salas de aulas, os bares mais badalados da cidade
Taubaté conta com mais de 18 mil universitários para, aproximadamente, 50 bares na cidade. Apesar de a proporção parecer desnivelada, as noites de finais de semana são bem aproveitadas pelos jovens. Com músicas diferenciadas, petiscos e bebidas variadas, os jovens entre 18 e 27 anos aproveitam para dançar, namorar e se divertir.
Os bares da cidade também são especializados em happy hour, com promoções para empresas e também comemorações de aniversários. Neste caso, além das bebidas e petiscos, alguns estabelecimentos oferecem um bolo ao aniversariante e seus convidados.
É o caso da universitária Amanda Presotto, 21 anos, que utilizou o espaço de um desses bares para comemorar o aniversário. “Escolhi um bar pra comemorar porque nem todo mundo gosta de balada. Em bar, cada um paga o que consome e, portanto mesmo quem não tem dinheiro pode ir”. Além da vantagem dos presentes, “no bar eu ganhei vários presentinhos, na balada eu não ganharia”, comentou rindo.
Amanda e amigos no aniversário
Amanda convidou seus familiares para a comemoração
Outro freqüentador da noite taubateana é o estudante Vinicius Abreu, 20 anos, que prefere os bares às baladas. “Em barzinho se pode conversar, relaxar. Não precisa falar tão alto e geralmente as músicas são mais agradáveis, tipo MPB”, comenta. Ele afirma ainda que é mais fácil os amigos se encontrarem.Viva os bares!
E não é porque o lugar é mais sossegado, que não rola a famosa ‘azaração’ entre os jovens. O casal universitário Lucas Souza, 25 anos, e Thaís Oliveira, 22 anos, se conheceu na noite, em um barzinho aconchegante, com um estilo meio rústico. Conversaram e, depois de alguns encontros no mesmo estabelecimento, começaram a namorar. O relacionamento já dura há 1 ano. Para Thais, o barzinho foi fundamental no início da paquera. “A gente se conheceu num lugar calmo, com uma música bem legal. Tudo isso facilitou a aproximação”, comentou a jovem.
Para o dono de um bar famoso na cidade, José de Moraes, a permanência dos jovens nesses locais alegra o ambiente e movimenta a cidade. “Os jovens alegram o local, dão risada, cantam. Só trazem energia boa”, declarou. Ele trabalha há 10 anos no ramo de barzinhos e petiscos na cidade e até hoje não teve nenhum problema sério com os universitários, pelo contrário, fez grandes amizades. “Tem uma turma fixa que freqüenta o meu bar, já nos tornamos amigos. Conversamos sempre que eles chegam e é muito divertido esse trabalho”.
Normalmente, esses estabelecimentos funcionam de terças à sextas-feiras, a partir das 19 horas. Mas os dias de movimento intenso são de quinta à domingo, aproveitando o fim de semana e a folga dos universitários.
Estela Zuin*